Miss Brasil desfila e arrasa na passarela

Agosto 29, 2007 at 12:09 pm (Fashion, Flamboyant, Flamboyant Fashion, Vestuário, calça jeans, desfile, miss, miss brasil, moda, moda feminina, passarela, roupas)

NataliaA bela morena Natália Rodrigues Guimarães, de 22 anos, Miss Brasil, arrasou na segunda noite do 14º Flamboyant Fashion. Simpática Natália esbanjou charme e energia no desfile da TNG. Vestindo uma calça jeans de cintura alta e top cor de rosa, ela provocou muitos suspiros na passarela. Com 1,75 metro, pesando 57 quilos, dona de medidas quase perfeitas, a 2ª colocada no Miss Universo 2007 provou mais uma vez que é uma rainha mesmo sem ter recebido o cetro principal. Ela entrou na passarela em três ocasiões, na última com um vestido de lantejoula belíssimo.

Atualmente, Natália é uma das concorrentes do quadro Dança no Gelo, do Domingão do Faustão, da Rede Globo, onde ensaia passos de dança em cima de patins. Tudo com direito a um sem número de tombos. Nada que lhe roube o bom humor. A segunda noite do 14º Flamboyant Fashion trouxe os desfiles das grifes Forum e TNG.

Fonte: Opopular

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Sobre a Moda e o Consumo

Agosto 20, 2007 at 11:25 pm (Vestuário, consumo, moda, moda feminina)

O mais recente desfile da dupla Viktor and Rolf na semana de moda parisiense condensa todo um pensamento de moda, um pensamento sobre moda e um pensamento para a moda.

Pensamento de moda pois revela em sua exposição uma profunda noção daquelas estruturas e mecanismos de significação que separam irremediavelmente Moda e Vestuário.

Pensamento sobre moda pois mostra que determinados criadores da moda são capazes de propor novas teorizações em torno da Moda feminina não somente através de suas roupas mas igualmente por meio das imagens que propõem para inserir estas roupas e que acabam por gerar significações que se considerariam improváveis caso estas imagens inexistissem.

Pensamento para a moda pois trazem novos encaminhamentos de sentido para uma indústria e prática em permanente carência de renovadas significações.

Para que se adentre o território da Moda femina , é preciso que se lapide seu conceito. Lapidar , como já o sabemos, requer a escultura de um objeto , o que , por sua vez , demanda que se extirpe o excesso de matéria que impede o surgimento do escultórico.

A Moda , ainda que mantenha os mais estreitos vínculos com o Vestuário, não se limita a ele. É óbvio que a Moda e seus ciclos de releitura e inovação paradoxais e perpétuos traduzem-se nas roupas como inovação têxtil (matérica) e formal (eidética).

Para que se entenda a Moda, contudo, é preciso que se compreenda a inserção destas roupas em imagens , ou melhor, em encenações da Moda. Os desfiles, os editoriais , as peças publicitárias concebidas para veicular os produtos e signos da Moda colocam em cena ficções de fantasia e desejo que se encontram, na verdade , na base de sustentação daquilo que se nomeia o Sistema da Moda.

Profundamente atrelado à lógica pós-moderna das marcas , como nos ensina Andrea Semprini em A marca pós-moderna , o Sistema da Moda constitui um infinito e multimidiático teatro de imagens e relações de significação que balizam e alimentam o edifício e lógica do consumo.

Nas imagens do último desfile de Viktor and Rolf , sintetizam-se e reúnem-se conteúdos de uma reflexão acerca da lógica de mostrar roupas em corpos de modelos (corpos modelares , a servirem de modelo e serem copiados) , que comumente caracterizam os desfiles de moda.
Viktor and Rolf nada fazem senão apontar para o caráter altamente artificial da apresentação de roupas em uma passarela. Espetáculos que aliás são longamente ensaiados e produzidos com crescente cuidado e ares de superprodução teatral.

Ao exibirem modelos suspensas por estruturas que remetem a gigantes cabides , a dupla holandesa parece rir da crença generalizada que equipara as modelos de passarela a cabides de roupas.

Irônicos , Viktor and Rolf a um só tempo inserem novas formas de pensarem-se as encenações de desfiles e desnudam a estruturação do grandioso e absurdo espetáculo que é fazer de conta que não estamos ali com o exclusivo intuito de comprar. Pois , na verdade, não estamos.

Contenham o assombro. Permitam-me que os conduza pelo caminho de sentido aqui proposto.

Estamos envoltos por tudo que embalam estas imagens , prontos para nos deixarmos consumir pelo deleite inescapável destas narrativas visuais , para que possamos comprar.

É entre a distância entre comprar e consumir que , por ora , esquadrinhamos aqui o abismo entre Moda e Vestuário. Comprar é ativo. Consumir-se pressupõe deixar-se consumir em desejo e danação pela retórica de persuasão das imagens da Moda.

Fonte: Marco Antônio Ramos Vieira
Coordenador N.E.M (Núcleo de Estudos de Moda) da UniCEUB/DF

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